quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Tucano José Serra

Como venho fazendo nas últimas três semanas, chegou a vez de conhecermos um pouco mais do candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra.



José Serra (São Paulo19 de março de 1942) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em2006 foi eleito governador do estado de São Paulo, sendo até hoje o único eleito em primeiro turno.
Ocupou o cargo de governador do estado no período de 1 de janeiro de 2007 até 2 de abril de 2010, quando renunciou ao cargo para se candidatar pela segunda vez à Presidência da República. Serra já exerceu também os mandatos de deputado federal constituinte (1987-1991), deputado federal(1991-1995), senador (1995-2003) e prefeito de São Paulo (2005-2006) e os cargos de secretário de Planejamento de São Paulo (1983/1986), ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996) e ministro da Saúde (1998-2002). José Serra foi candidato à Presidência da República pela coligaçãoPSDB-PMDB em 2002, tendo sido derrotado no segundo turno por Luís Inácio Lula da Silva.
Serra é o candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições brasileiras de 2010,[1] depois de ter se tornado o único pré-candidato do partido diante da desistência oficial de Aécio Neves (PSDB-MG), anunciada em 17 de dezembro de 2009.[2][3]
Adota como postura a questão técnica, e não a política, na nomeação de pessoal para ocupação de cargos públicos, o que contribuiu para ser premiado como gestor quando comandou os ministérios do planejamento e da saúde.[4] Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[5].


ORIGEM E FORMAÇÃO


José Serra nasceu na capital paulista, no bairro da Mooca,[6] filho único[7] de Francesco Serra (falecido em 1981[8]), imigrante italiano (originário deCorigliano CalabroCalábria[9]), e de Serafina Chirico Serra (falecida em 2007[10]), brasileira filha de imigrantes italianos.[11] Serra nasceu em uma pequena casa de quarto e sala, geminada a outras 24, em uma rua sem saída, onde o filho tinha que dormir na sala. Seu pai, semianalfabeto, que era vendedor de frutas no Mercado Municipal, evitava que o filho o ajudasse, deixando-o se concentrar nos estudos. Serra, entretanto, eventualmente ia trabalhar na banca de frutas.[12] Mudaram-se depois para uma casa maior, de dois quartos, em uma rua sem asfalto no mesmo bairro, ao lado de uma fábrica. Quando o filho já estava no científico (atual ensino médio), mudaram-se para um apartamento alugado no bairro do Ipiranga. Apesar dos ganhos modestos de uma família de classe média baixa,[13] foi o suficiente para que o filho chegasse à faculdade sem precisar trabalhar.[8]
Tendo feito curso pré-vestibular junto com o último ano do científico, ingressou, em 1960, no curso de engenharia civil[11] da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - (Poli-USP).[8].

GOLPE MILITAR E EXÍLIO


Em 13 de março de 1964, no famoso comício da Central do Brasil, onde Jango defendeu as reformas de base, Serra, então com 21 anos, foi o mais jovem a discursar.[18] O comício foi considerado pelos conservadores uma provocação e visto como um momento-chave de radicalização do governo,[17] ajudando na junção de forças políticas, sociais e militares para derrubar Jango.
Consumado o golpe militar, Serra foi primeiro para o Departamento de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, QG improvisado das forças leais ao presidente Jango. De lá partiu, junto de Marcelo Cerqueira (seu vice na UNE), para a casa do deputado Tenório Cavalcanti, também conhecido como "o homem da capa preta".[19] Com o incêndio da sede da UNE pelos militares, Serra tratou de esconder-se por mais alguns dias na casa de amigos, sem contato nem mesmo com a família. Aconselhado por um deputado amigo do ex-presidente Juscelino Kubitschek, refugiou-se na embaixadada Bolívia, onde permaneceu por três meses.[15][19] Os militares não queriam deixá-lo sair do país, como dissera o então ministro da GuerraCosta e Silva, aos bolivianos: "Este não deixaremos ir embora. É muito perigoso."[6] Resolvido o impasse, foi então para a Bolívia e depois para a França, onde permaneceu até 1965.[19][20] Por causa do exílio teve que interromper os estudos, não completando o curso de engenharia.[19]
Retornou clandestinamente ao Brasil em março de 1965, quando os integrantes da Ação Popular tentavam reorganizar a entidade, já na clandestinidade e com muitos líderes exilados ou perseguidos.[14] Escondido na casa de Beatriz Segall,[6][12] foi convencido a não comparecer a uma reunião em São Paulo, enfim descoberta pela polícia, que deteve todos os participantes, levando-os para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).[14] Permaneceu no país alguns meses, mas perseguido, teve que sair novamente do Brasil.[6][7]
Radicou-se no Chile, participando de ações políticas para denunciar a repressão no Brasil junto de outros exilados, como Armênio GuedesFernando GabeiraAlmino Afonso e Betinho,[21]conhecendo também César Maia, a quem incentivou estudar economia.[6] Permaneceu no Chile por oito anos, vivendo carreira acadêmica até 1973.[14] Trabalhou ao lado de Fernando Henrique Cardoso e Maria da Conceição Tavares.[15] Casou-se em 1967 com a psicóloga[13] e bailarina[6]Sylvia Mónica Allende Ledezma,[22] com quem teve dois filhos, Verônica, nascida em 1969, e Luciano, em 1973, meses antes do golpe de estado naquele país.[6]
Fez mestrado na Escolatina (Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile[22]), concluído em 1972,[20] além de dar aulas de matemática para economistas, em um instituto daComissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL),[15] órgão da ONU.[20][23] Chegou a prestar assessoria ao governo de Allende por alguns meses.[19]
Decretado o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet, em setembro de 1973, Serra ajudou a transportar vários perseguidos à embaixada do Panamá.[6] Foi preso no aeroporto quando tentava deixar o país com a família, sendo levado ao Estádio Nacional, onde muitos foram torturados e mortos. Um major que o libertou foi posteriormente fuzilado.[6] Serra refugiou-se na embaixada da Itália, ficando como exilado político por oito meses aguardando um salvo-conduto.[15] Partiu depois para os Estados Unidos[6] onde concluiu um segundo mestrado em 1976 na Universidade de Cornell, e ainda o doutorado em Economia na mesma instituição em 1977.[20][24][25] Trabalhou como diretor visitante do Instituto para Estudos Avançados em Princeton, NJ entre 1976 e 1978.[26][27]

CURRICULUM POLÍTICO

 - Secretário Estadual de Planejamento;
 - Deputado Federal e Constituinte
 - Senador da República;
 - Ministro do Planejamento;
 - Ministro da Saúde;
 - Candidato a Presidência em 2002;
 - Prefeito de São Paulo em 2005;
 - Governador de São Paulo em 2006.

Por fim, José Serra está disputando pela segunda vez a Presidência do Brasil agora em 2010.

Esse foi o perfil de mais um candidato a nossa Presidência. Espero que com essas informações sobre os três candidatos vocês possam ter certeza de quem votar agora no dia 3 de Outubro. 
Lembrem-se que esse ano a apresentação do Título de Eleitor será obrigatória por lei. Segue abaixo o número dos três candidatos que apareceram aqui no E-PERFIL.


Dilma - 13
Marina - 43
Serra - 45

Boa Eleição pessoal!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que se danem os nós

Vim gastando meus sapatos 
Me livrando de alguns pesos 
Perdoando meus enganos 
Desfazendo minhas malas 
Talvez assim chegar mais perto 
Vim achei que eu me acompanhava 
E ficava confiante 
Outra hora era o nada 
A vida presa num barbante 
Eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar 
E tão só eu me sentia e seguia a procurar 
Esse algo alguma coisa alguém que fosse me acompanhar 

Se há alguém no ar 
Responda se eu chamar 
Alguém gritou meu nome 
Ou eu quis escutar 

Vem eu sei que tá tão perto 
E por que não me responde 
Se também tuas esperas te levaram pra bem longe 
É longe esse lugar 

Vem nunca é tarde ou distante 
Pra eu te contar os meus segredos 
A vida solta num instante 
Tenho coragem tenho medo sim 
Que se danem os nós 

Se há alguém no ar 
Responda se eu chamar 
Alguém gritou meu nome 
Ou eu quis escutar 

Vem eu sei que tá tão perto 
E por que não me responde 
Se também tuas esperas te levaram pra bem longe 
É longe esse lugar 

Vem nunca é tarde ou distante 
Pra te contar os meus segredos 
A vida solta num instante 
Tenho coragem tenho medo sim 
Que se danem os nós 

Se há alguém no ar 
Responda se eu chamar 
Alguém gritou meu nome 
Ou eu quis escutar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Marina Silva, uma candidata a favor da Humanidade!!!



Como todos sabem, nestas três ultimas semanas estarei falando um pouco sobre o perfil dos três principais candidatos a presidência da República. Por ordem de sorteio, a candidata da vez vem diretamente do Acre, tem uma trajetória de sucesso (ouso dizer como uma grande humanista) e está tentando pela primeira vez se candidatar a presidência da República.
Marina que já foi Ministra do Meio Ambiente no primeiro mandato do Governo Lula, resolveu, por principios próprios, tentar a propria eleição por acreditar que pode agregar ainda mais ao nosso país estando a frente do cargo executivo mais importante desta nação. Por isso, no post abaixo vocês conhecerão um pouco mais desta mulher fantástica e inteligentíssima!!!


Quem é Marina Silva?


Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima[1] (Rio Branco8 de fevereiro de 1958) é uma política brasileiraambientalista e pedagoga, filiada aoPartido Verde.[2]
Marina Silva se afastou recentemente das funções de senadora pelo Acre, devido às suas ocupações como candidata do Partido Verde àPresidência da República em 2010.

Marina Silva nasceu em uma "colocação" (casas de seringueiros, geralmente construídas sobre palafitas) chamada Breu Velho, no seringal Bagaço, a 70 km do centro de Rio Branco, capital do estado do Acre.[3] Seus pais, Pedro Augusto e Maria Augusta da Silva, tiveram onze filhos, dos quais oito sobreviveram.[4]
Aos quinze anos, ela foi levada para a capital, com uma hepatite confundida com malária. Teve a proteção do então bispo do Acre, Dom Moacyr Grechi, que a acolheu na casa das irmãs Servas de Maria. Analfabeta, Marina foi matriculada no Mobral, projeto de alfabetização do regime militar. Seu primeiro trabalho foi de empregada doméstica.
Marina Silva é casada com o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima e tem quatro filhos.[5] Apesar de ter sido educada no catolicismo, hoje ela professa o cristianismo evangélico, sendo membro da Assembleia de Deus.[6].

Trajetória Política


Em 1981 entrou na Universidade Federal do Acre, onde formou-se em História. Se abrigava no Partido dos Trabalhadores, sob o comando do deputado José Genoíno.[7]
Foi professora na rede de ensino de segundo grau e engajou-se no movimento sindical. Foi companheira de luta de Chico Mendes e com ele fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986. Nesse ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e candidatou-se a deputada federal, porém não foi eleita.
Em 1988, foi a vereadora mais votada do município de Rio Branco, conquistando a única vaga da esquerda na câmara municipal. Como vereadora, causou polêmica por combater os privilégios dos vereadores e devolver benefícios financeiros que os demais vereadores também recebiam. Com isso passou a ter muitos adversários políticos, mas a admiração popular também cresceu.
Exerceu seu mandato de vereadora até 1990. Nesse ano candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação. Logo no primeiro ano do novo mandato descobriu-se doente: havia sido contaminada por metais pesados quando ainda vivia no seringal.
Em 1994 foi eleita senadora da República, pelo estado do Acre, com a maior votação, enfrentando uma tradição de vitória exclusiva de ex-governadores e grandes empresários do estado. Foi Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 1997. Pode-se dizer que se tornou uma das principais vozes daAmazônia, tendo sido responsável por vários projetos, entre eles o de regulamentação do acesso aos recursos da biodiversidade.

Ministério do Meio Ambiente



Em 2003, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, foi nomeada ministra do Meio Ambiente. Desde então, enfrentou conflitos constantes com outros ministros do governo, quando os interesses econômicos se contrapunham aos objetivos de preservação ambiental. Marina afirmou que desde a reeleição do presidente Lula, no fim de 2006, alguns projetos importantes de sua gestão, como a criação de áreas protegidas na floresta amazônica, haviam sido praticamente paralisados. Durante o primeiro governo Lula (2003-2006), foram delimitados 24 milhões de hectares verdes , contra apenas 300 mil hectares em 2007.
Em dezembro de 2006, enfraquecida por uma disputa com a Casa Civil, que a acusava de atrasar licenças ambientais para a realização de obras de infra-estrutura, a ministra avisara que não estaria disposta a flexibilizar a gestão da pasta para permanecer no governo.
Ultimamente agravaram-se as divergências com a ministra Dilma Rousseff da Casa Civil pela demora da liberação das licenças ambientais pelo Ibama para as obras no rio Madeira, em Rondônia. Essa demora e o rigor na liberação das licenças foram considerados como um bloqueio ao crescimento econômico.[8]
Marina Silva também denunciou pressões dos governadores de Mato GrossoBlairo Maggi, e de RondôniaIvo Cassol, para rever as medidas de combate aodesmatamento na Amazônia.[9]
Em 13 de maio de 2008, cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), cuja administração foi atribuída a Roberto Mangabeira Unger, Marina Silva entregou sua carta de demissão[10] ao Presidente da República, em razão da falta de sustentação à política ambiental, e voltou ao exercício do seu mandato no Senado.

Presidenciável

Em 2007 um movimento apartidário de cidadãos, denominado "Movimento Marina Silva Presidente", iniciou a defesa pública de sua candidatura à presidência da República. A repercussão internacional deste movimento fez com que o PV Europeu pressionasse o PV do Brasil a convidá-la para afiliar-se em seus quadros.
Assim, desde agosto de 2009, foi cogitada a ser candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV). Líderes do PV articulam um leque de apoio que dê envergadura eleitoral à eventual candidatura em 2010.
No dia 19 de agosto de 2009, Marina Silva anunciou sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). Marina disse que a decisão foi sofrida e a comparou com o fato de ter deixado a casa dos pais há 35 anos num seringal rumo a uma cidade grande. "Não se trata mais de fazer embate dentro de um partido em que eu estava há cerca de 30 anos, mas o embate em favor do desenvolvimento sustentável."[12]
Em 11 de junho de 2010, anunciou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, em uma convenção do Partido Verde na qual afirmou pretender ser a primeira mulher, negra e de origem pobre a governar o Brasil.

Fatos Relevantes